RESUMO:Esta pesquisa foi desenvolvida a partir das constantes observações no Colégio Estadual Democrático Professor Rômulo Galvão – Tempo Integral, na cidade de Elísio Medrado, Bahia, sobre o uso da Inteligência Artificial Generativa na resolução de atividades escolares. Embora essa ferramenta tenha um grande potencial educacional, preocupa-se que seu uso indevido ou antiético pode substituir o esforço mental estudantil, dificultando o desenvolvimento das habilidades cognitivas. Diante disto surgiu o seguinte problema de pesquisa: Quais os impactos do uso inadequado da IA no desenvolvimento das habilidades cognitivas dos estudantes do Ensino Médio? A partir disso, objetivou-se, investigar os impactos do uso inadequado da IA no desenvolvimento cognitivo estudantes. Esta pesquisa quali-quantitativa utilizou-se de pesquisa bibliográfica e aplicação de questionários via Google Forms à 16 educadores e 127 estudantes das turmas do 1º, 2º e 3º anos. Como referências principais foram utilizados DURSO (2025), FERREIRA (2026), FREIRE (1996), FREIRE (1987), POSSATO (et. al.) (2025). Foi possível constatar que a IA utilizada de maneira incorreta está favorecendo à “terceirização do pensamento”, pois 35,8% dos estudantes tem dificuldade em escrever textos de maneira autônoma e 26% sente redução da criatividade. 81,3% dos docentes percebeu que os estudantes apresentam dificuldade na produção de texto e 75% nota grande dificuldade dos estudantes em responder questões subjetivas. Evidenciou-se falta de capacitação e orientação dos professores que deviriam ser desenvolvidos pelos dos órgãos competentes, para que metodologias educacionais nos princípios de Paulo Freire possibilitem que IA seja utilizada como uma ferramenta pedagógica destinada à formação crítica, reflexiva e emancipatória.Palavras-chave: Inteligência Artificial Generativa. Educação. Cognição. Ensino Médio.
Orientador(a): JENIVALDO SOZUA SANTOS
Aluno(a): Erick Santos Peixoto
Aluno(a): Maria Vitória Mota de Jesus