RESUMO:As edificações históricas constituem importantes testemunhos da memória, da identidade cultural e da evolução das técnicas construtivas, exigindo intervenções que conciliem preservação, segurança e durabilidade. Entretanto, muitas restaurações ainda são realizadas sem diagnóstico adequado das patologias construtivas e sem considerar a compatibilidade entre os materiais originais e aqueles empregados nas intervenções, o que pode acelerar processos de degradação e comprometer a autenticidade do patrimônio. Nesse contexto, este trabalho teve como objetivo avaliar a importância do diagnóstico técnico e da seleção de materiais compatíveis na aplicação de técnicas de restauração em edificações históricas. A pesquisa caracteriza-se como qualitativa, exploratória e descritiva, desenvolvida por meio de revisão bibliográfica e documental, fundamentada em livros, artigos científicos, normas técnicas, documentos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e cartas patrimoniais. A análise permitiu identificar as principais patologias presentes em edificações históricas, suas causas e os critérios que devem orientar a escolha dos materiais e das técnicas de intervenção. Os resultados evidenciaram que manifestações como fissuras, umidade e eflorescências não devem ser tratadas apenas em seus efeitos visíveis, mas a partir da identificação de suas causas. Também se verificou que materiais mais resistentes nem sempre são os mais adequados, pois incompatibilidades físicas, químicas e mecânicas podem intensificar a degradação. Conclui-se que a integração entre diagnóstico, conhecimento das patologias e seleção criteriosa dos materiais é essencial para promover restaurações mais eficientes, duráveis e compatíveis com os princípios da preservação patrimonial e com a materialidade original.
Orientador(a): Antônio Paulo de Oliveira Coelho Junior
Coorientador(a): Carlos Vitor de Alencar Carvalho
Aluno(a): Marcella Maciel Pereira
Aluno(a): Isadora Cavalaro Martins de Souza