RESUMO:O presente projeto investiga a ocorrência do abuso infantil na Ilha de Marajó, no estado do Pará, analisando os fatores sociais, econômicos e culturais que contribuem para a vulnerabilidade de crianças e adolescentes, bem como a atuação das políticas públicas no enfrentamento dessa problemática. A região apresenta desafios históricos relacionados à pobreza, ao isolamento geográfico, à dificuldade de acesso aos serviços públicos e à fragilidade das redes de proteção social. Nesse contexto, crianças e adolescentes tornam-se mais suscetíveis a situações de violência física, psicológica e sexual. A pesquisa busca compreender as causas desse fenômeno, avaliar as ações desenvolvidas pelos órgãos governamentais e identificar possíveis estratégias para fortalecer a proteção integral da infância. O estudo fundamenta-se em pesquisas bibliográficas, análise documental e levantamento de dados oficiais sobre violência contra crianças e adolescentes na região. O tema possui grande relevância social por envolver a garantia dos direitos fundamentais previstos na legislação brasileira e por contribuir para a conscientização da sociedade sobre a importância do combate a todas as formas de violência infantil.A proteção da infância constitui um dos pilares fundamentais para o desenvolvimento de uma sociedade justa e democrática. Entretanto, diversas regiões brasileiras ainda enfrentam graves desafios relacionados à garantia dos direitos de crianças e adolescentes. Entre elas destaca-se a Ilha de Marajó, frequentemente apontada em estudos, relatórios e investigações como uma das regiões mais vulneráveis do país em relação à violência contra crianças e adolescentes.A realidade marajoara é marcada por elevados índices de pobreza, dificuldades de acesso à educação, limitações nos serviços de saúde, distâncias geográficas significativas entre comunidades e fragilidades na rede de proteção social. Esses fatores aumentam a vulnerabilidade infantil e dificultam tanto a prevenção quanto a denúncia de situações de abuso. Além disso, a subnotificação dos casos impede que a dimensão real do problema seja plenamente conhecida.Diante desse cenário, torna-se essencial compreender os fatores que favorecem a ocorrência do abuso infantil e analisar a efetividade das políticas públicas destinadas à proteção de crianças e adolescentes na região.
Orientador(a): Alessandro Hack
Coorientador(a): Mari Regina Acosta
Aluno(a): Aléxia Sofia Fischer
Aluno(a): Emanueli Veber