RESUMO:Este estudo investigou como o conhecimento sobre deepfakes pode auxiliar crianças e adolescentes a identificar conteúdos falsos e potencialmente perigosos na internet. Realizou-se pesquisa bibliográfica e levantamento quali-quantitativo com 105 estudantes do 6º ao 9º ano da Escola Santa Teresinha. Um questionário on-line, composto por seis questões de múltipla escolha, examinou conhecimento, preocupações, circulação, identificação, prevenção e possíveis usos positivos dessa tecnologia. Os resultados mostraram que 40,0% nunca tinham ouvido falar em deepfakes e 12,4% ainda apresentavam dúvidas sobre o conceito. O uso indevido da imagem de pessoas foi a principal preocupação (44,8%), e 50,5% acreditavam que conteúdos manipulados circulavam frequentemente nas redes sociais. Embora 52,4% declarassem identificá-los com facilidade, essa medida corresponde à autopercepção dos participantes, não a um teste prático. Concluiu-se que a educação midiática, associada à verificação de fontes e ao uso ético da inteligência artificial, é necessária para reduzir riscos e fortalecer o pensamento crítico. Como aplicação tecnológica, foi desenvolvido o protótipo do site VeriAI.Palavras-chave: deepfakes; educação midiática; inteligência artificial; segurança digital; desinformação.
Orientador(a): Paula Cristina Aquino
Coorientador(a): Joicy machado
Aluno(a): Laura machado de jesus