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A USINA HIDRELÉTRICA DE BALBINA E A HISTÓRIA DO PLANEJAMENTO ENERGÉTICO NA AMAZÔNIA: ANÁLISE TÉCNICO-HISTÓRICA DE UM PROJETO DE ENGENHARIA E SEUS IMPACTOS REGIONAIS


RESUMO:
O presente trabalho investiga como o planejamento e a execução da Usina Hidrelétrica de Balbina evidenciam limitações críticas do modelo energético aplicado na Amazônia e seus impactos na eficiência. O objetivo geral é analisar a relação de causalidade entre as decisões de engenharia do projeto, tomadas durante o regime militar, e seus desdobramentos regionais. A pesquisa justifica-se pela necessidade de compreender as contradições de um empreendimento que inundou cerca de 2.360 km² de floresta tropical para uma potência instalada de apenas 250 MW, apresentando uma das piores relações de área alagada por energia gerada no mundo. A metodologia adotada é de abordagem quali-quanti, de natureza teórica, fundamentada em análise bibliográfica e levantamento de dados técnicos em documentos históricos e relatórios de órgãos setoriais. Os resultados indicam que a subestimação de variáveis hidrodinâmicas e a negligência quanto às especificidades do relevo amazônico resultaram em baixa eficiência energética e severos impactos ecológicos, como a metanização da água e a fragmentação de habitats. Conclui-se que o caso de Balbina serve como um paradigma negativo essencial para reorientar o planejamento energético contemporâneo na Amazônia, exigindo a integração indissociável entre viabilidade técnica, memória histórica e justiça socioambiental.

Orientador(a): Emerson Leão Brito do Nascimento
Coorientador(a): Alex Pereira Marques
Aluno(a): Víctor de Lima dos Santos
Aluno(a): Kayke Leite Menezes
Aluno(a): Victor Hugo Marques de Souza
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