RESUMO:As queimaduras graves são um problema global de saúde pública, responsáveis por mais de 180 mil mortes anuais, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) registra cerca de 70 mil internações por ano, evidenciando sua relevância clínica e social. Diante das limitações dos tratamentos convencionais, como alto custo, baixa regeneração tecidual e risco de infecções, o projeto propõe o desenvolvimento do BIOSKIN, um enxerto sintético de baixo custo e origem sustentável, capaz de atuar como substituto dérmico e curativo bioativo. A goma xantana foi escolhida como matriz principal e combinada a albumina, ácido hialurônico, carbopol e óleo de buriti (Mauritia flexuosa), cuja ação cicatrizante e anti-inflamatória confere propriedades emolientes, antioxidantes e antimicrobianas ao material. A difração de raios X confirmou a natureza amorfa dos filmes, responsável por sua flexibilidade e liberação uniforme de bioativos. Testes in vitro revelaram alta atividade antioxidante e ação bactericida contra Staphylococcus aureus, Escherichia coli e Pseudomonas aeruginosa, com halos de inibição significativos. A análise térmica (DSC) demonstrou sua capacidade de isolamento térmico, ideal para queimaduras, enquanto testes físico-químicos indicaram pH compatível com a pele, alta umidade e resistência à solubilização. Com custo estimado em apenas R$ 9,60 para 65 cm², frente aos mais de R$ 8.000,00 dos tratamentos convencionais, o BIOSKIN destaca-se como uma alternativa inovadora, sustentável e acessível para regenerar a pele e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.Palavras-chave: Enxerto sintético; Queimaduras; Medicina regenerativa; Substitutos dérmicos; Tratamento sustentável.
Orientador(a): Carlos Fonseca Sampaio
Coorientador(a): Ketelly Estefane da Silva Alves
Aluno(a): Sofia Mota Nunes