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GÊMEOS: SEPARANDO A CIÊNCIA DA CRENÇA


RESUMO:
A gestação gemelar desperta grande curiosidade e, muitas vezes, está envolvida por mitos e crenças populares que comprometem a sua compreensão científica. A pesquisa foi inspirada pela experiência pessoal de uma das autoras, gêmea bivitelina, e motivada pela intenção de esclarecer dúvidas recorrentes sobre o tema, favorecendo a alfabetização científica e o pensamento crítico. O objetivo central consistiu em diferenciar, com base em evidências, os fatos e mitos ligados à formação e à convivência entre gêmeos, contribuindo para superar estereótipos comuns no senso popular. Adotou-se uma abordagem qualitativa organizada em três etapas: levantamento bibliográfico; análise crítica das percepções de um par de gêmeos sobre crenças populares; e aplicação de uma enquete junto à comunidade. A enquete continha uma tabela de afirmações a serem classificadas como “fato” ou “mito” e uma questão aberta, destinada a identificar dúvidas persistentes. Os resultados indicaram que, apesar da ampla presença do tema no cotidiano, há significativa desinformação sobre aspectos fundamentais, como a possibilidade de gêmeos bivitelinos apresentarem sexos, tipos sanguíneos e características físicas diferentes. Entre os mitos mais aceitos destacaram-se a ideia de que gêmeos possuem a mesma personalidade, sentem emoções idênticas ou que a gestação gemelar exige cesariana obrigatória. Informações corretas, como a ocorrência da criptofasia (linguagem própria) e a maior delicadeza das gestações múltiplas, ainda geraram incertezas. Conclui-se que a divulgação científica é essencial para romper com visões equivocadas e ampliar a compreensão social da gemelaridade, além de estimular futuras investigações sobre gêmeos discordantes e interpretações culturais em diferentes contextos étnicos.

Orientador(a): Evelise Ferreira Pereira
Coorientador(a): Clarissa Mallmann Grub
Aluno(a): Caroline Grzewinki
Aluno(a): Manuela Quevedo
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