RESUMO:Esta pesquisa trata da resistência de muitos brasileiros à doação de órgãos e tecidos, mesmo com os avanços na medicina, nas leis e nas campanhas de conscientização. Embora o Brasil tenha estrutura para fazer transplantes, ainda existe um número alto de famílias que não autorizam a doação. Isso faz com que mais de 60 mil pessoas continuem na fila de espera por um órgão, muitas delas não conseguem sobreviver até a chegada de um doador compatível. O estudo busca entender por que tantas pessoas ainda não querem doar e propõe soluções para mudar esse cenário. Mesmo com leis importantes, como a nº 9.434/1997 e a nº 14.722/2023, as doações continuam abaixo do necessário. Por isso, a pesquisa sugere campanhas de educação mais eficazes e a adoção do consentimento presumido, um modelo em que todos são considerados doadores, a não ser que tenham registrado em vida que não querem doar. Foi feita uma análise das regras e questões técnicas da doação de órgãos, além de um estudo do modelo espanhol, que usa o consentimento presumido com bons resultados. A pesquisa também criou uma proposta de lei com esse modelo, apresentada em eventos e discutida com autoridades, recebendo destaque na mídia e apoio institucional. Conclui-se que a resistência à doação no Brasil está ligada a fatores emocionais, culturais e à falta de informação. Para mudar isso, é preciso união entre sociedade, mídia, profissionais da saúde e políticas públicas mais claras e educativas.
Orientador(a): Monica Minozzo
Coorientador(a): Rômulo Cândido de Souza
Aluno(a): Davi Kunst
Aluno(a): Felipe Rafael Kettermann
Aluno(a): Leonardo Maldaner de Fraga