RESUMO:Durante décadas, a população mundial fez uso extensivo de produtos e utensílios plásticos, sem perceber o impacto devastador que esses materiais teriam no meio ambiente. Atualmente, é evidente o grande dano causado por esses materiais, que poluem nossos oceanos, afetam a vida marinha e contaminam o solo. Visando diminuir esse impacto, diversas alternativas vêm sendo estudadas e testadas. Nesse contexto, o presente projeto, desenvolvido, inicialmente, em 2023, teve como objetivo produzir e testar bioplásticos com alunos do primeiro ano do ensino médio de uma escola no bairro de Benfica, cidade do Rio de Janeiro, Brasil.O projeto evoluiu para testes com novos materiais e a elaboração de uma placa hidrocolóide através do bioplástico produzido. Essa placa é um curativo avançado que pode ser utilizado para tratar feridas de forma mais eficaz do que os curativos tradicionais. As placas hidrocolóides são compostas por uma matriz de partículas hidrocolóides que absorvem o exsudato da ferida, criando um ambiente úmido que promove a cicatrização. Além disso, essas placas ajudam a prevenir infecções e promover a recuperação da pele.No entanto, no Rio de Janeiro, existem comunidades que enfrentam o racismo ambiental, como Benfica, Complexo da Maré e Manguinhos. Essas comunidades sofrem com a falta de acesso a recursos básicos, incluindo saúde e saneamento, o que resulta em problemas de saúde nos indivíduos e nos animais. Além disso, os hospitais periféricos nessas comunidades frequentemente enfrentam desafios como falta de recursos, infraestrutura precária e dificuldade em acessar tecnologias avançadas.A partir disso, os alunos puderam se envolver com as questões ambientais e de saúde pública, o que serviu de alerta para conscientizar a comunidade escolar e científica sobre as questões referentes ao meio ambiente e a importância das abordagens inovadoras e adaptadas às necessidades individuais. O desenvolvimento de placas hidrocolóides a partir de bioplásticos pode ser uma alternativa ecologicamente correta e economicamente acessível para essas comunidades. Além disso, o uso de bioplásticos pode ajudar a reduzir a quantidade de resíduos plásticos que acabam nos oceanos e no meio ambiente.O projeto demonstrou que é possível desenvolver um polímero sustentável que, ao contrário dos polímeros derivados do petróleo, pode ser biodegradado quando descartado incorretamente, não agredindo assim o meio ambiente. Isso pode ser especialmente importante para as comunidades que enfrentam o racismo ambiental e têm dificuldade em acessar tecnologias avançadas e recursos.
Orientador(a): Rafael Lopes da Costa
Coorientador(a): Edilaine Morais de Souza
Aluno(a): Sara Pacheco Rodrigues
Aluno(a): Camila Gonçalves de Sousa
Aluno(a): Maria Clara Gonçalves da Silva