RESUMO:O projeto realizado na comunidade Espírito Santo do Itá, no município de Santa Izabel do Pará, teve como foco compreender melhor a origem da mandioca, cientificamente chamada Manihot Esculenta Crantz. Muitas vezes, essa raiz é vista apenas como parte das tradições culturais, sendo explicada por meio de lendas míticas transmitidas pelos povos tradicionais. No entanto, durante a visita ao Museu da Mandioca, foi possível perceber que, além do aspecto mítico, a mandioca é resultado de um processo histórico de domesticação realizado pelos povos indígenas. Ela não é uma planta natural encontrada em estado selvagem, mas sim fruto de manipulações e tecnologias desenvolvidas ao longo do tempo por esses povos. Esse conhecimento permitiu entender que a mandioca, elemento central da alimentação brasileira, carrega em si tanto a força da ciência indígena quanto o valor cultural das narrativas populares. Assim, o projeto buscou mostrar que a raiz tem uma dupla origem: a mítica, preservada nas histórias contadas de geração em geração, e a científica, que revela a sabedoria indígena na transformação da natureza. Essa compreensão amplia a visão sobre a mandioca, reconhecendo-a como um símbolo de resistência, criatividade e identidade cultural do povo brasileiro.Palavras chaves: Mandioca, Modificação, História
Orientador(a): FABIO MÁSSIMO CORREA DE OLIVEIRA
Coorientador(a): EDINEY GUEDES DE SOUSA
Aluno(a): ANNY KAROLINNY SILVA ROSA
Aluno(a): IZADORA CHAVES MENDONÇA
Aluno(a): MACELLY VITÓRIA LIMA GOMES